Web 2.0. O termo – utilizado para designar uma nova forma de internet baseada na simplicidade e no conteúdo – é tão cheio de significados para seus criadores quanto para os seus críticos. Polêmicas à parte, a nova geração da rede mundial se opõe à Web 1.0 e marca um período de revoluções. A expressão foi criada pelo presidente da Reilly Media, Tim O’Reilly, para descrever uma nova web que passa a ser uma plataforma, deixando de ser somente uma rede; onde os usuários são os controladores dos seus próprios dados; o conteúdo colaborativo e a inteligência coletiva são valorizados; e as programações são cada vez mais simples.
Os que criticam o conceito dizem que ele foi criado como algo para torná-la mais lucrativa. Para eles, o que sempre existiu foi a web, pura e simples. As revoluções seriam fatores naturais da evolução tecnológica. Os detractores explicam que a idéia de uma nova web daria a impressão de que existiu algo antes que não era web.
Para entender melhor o funcionamento da "nova versão" da Web é preciso compreender o funcionamento do 1.0. Por isso, os especialistas seguem para exemplos práticos de comparar recursos existentes em uma e na outra. Um dos mais simples é a Enciclopédia Brittanica Online, sistema característico da Web 1.0 e que é considerado uma publicação de referência mundial com textos confiáveis. Na 2.0., temos a Wikipédia definida como enciclopédia livre e onde o conteúdo é editado e atualizado pela contribuição dos próprios usuários.
De maneira resumida, a "velha web" pode ser caracterizada como estática, proprietária de seus softwares e termos, institucional (porque valoriza as informações vindas de órgãos e empresas) e um canal, onde os computadores apenas se comunicavam entre si. Por outro lado, a internet da "nova geração" é dinâmica, trabalha com softwares abertos e de simples programação, funciona como uma rede social (porque procura valorizar as informações compartilhadas em grupo pelos usuários) e é uma plataforma.
Mas a grande atração da nova internet é justamente a possibilidade que os internautas têm (e que cresce cada vez mais) de interagir com os conteúdos, organizar seus dados e deixar tudo com a "sua cara". "A grande vantagem da Web 2.0 é justamente essa: mais poder para o usuário. Ele agora é peça-chave na geração de conteúdo, pode remixar o conteúdo gerado por outros usuários, pode classificar informações como quiser, pode interagir com interfaces mais inteligentes e etc", afirma o editor do blog Usabilidoido, Frederick van Amastel em entrevista à Revista Webdesign.
Com as mudanças, os usuários deixam também de lado a visão de taxonomia da Web 1.0. Nela, as informações são armazenadas em categorias e subcategorias, como as pastas de arquivos de um computador. Porém, neste formato a busca por dados e sua ligação com outros assuntos se torna mais difícil. Na Web 2.0, surge o conceito de "folksonomia" onde as tags representam várias formas de descrever um mesmo assunto, facilitando a identificação das informações porque expressa várias relações que podem existir para explicá-la.

Um comentário:
Oi Vinicius,
Teu texto está correto. Você foi um dos poucos que se deteve na questão das tags e das diferenças taxionômicas entre as web 1.0 e 2.0. Este é um aspeto muito importante e que geralmente as pessoas não valorizam.
Um abraço
castilho
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