domingo, 21 de setembro de 2008

Buscas na Web - avaliação

O exercício, que parecia simples, me tomou mais tempo do que eu imaginava. Como achei que seria confuso juntar toda a análise da busca em um texto só, seguem comentários individuais sobre cada site, na ordem que foram pesquisados. A tabela publicada mostra melhor o resultado (para ampliar é só clicar). Usei as mesmas cores para identificar os mesmos sites. Em branco, ficaram aqueles de única ocorrência.

Um comentário válido para a atividade como todo, no entanto, é ver que muitos dos resultados dos sites se referem a blogs de ex-alunos do curso de Jornalismo 2.0 que fizeram o mesmo exercício, buscando o mesmo tema: "cura do stress". Acredito que, à medida que os colegas desta turma forem publicando seus trabalhos, os resultados dos buscadores também irão mudar e, provavelmente, remeter aos nossos próprios blogs.

Google
Surpreendentemente, o site de buscas mais popular do mundo não forneceu os melhores resultados para o termo "cura do stress". O que melhor deles seria o quinto que faz referência ao blog Palávoras. Nele, a autora publica uma matéria com dicas de saúde e psicologia.

Yahoo!
Este buscador mostrou-se mais eficiente que o Google. O primeiro resultado já é uma coincidência: o blog Pópulo (que aparece com quarto da lista do Google). Porém, esse resultado tem pouca base científica, se referindo a uma seqüência de fotos com mensagens para "curar o stress". Mesmo assim, o Yahoo! traz um dos melhores resultados dos oito endereços de pesquisa propostos: a apresentação de Power Point intitulada "Estresse Produtivo". A análise é mais científica e apareceu como o resultado 2.

Altavista
Este site reproduziu exatamente os mesmos resultados que o Yahoo!, sem alterar nem mesmo a ordem de aparição.

Radar UOL
Os resultados são todos coincidências de sites pesquisados anteriormente. Os blogs Palávoras(resultados 1 e 2) e Pópulo (resultados 4 e 5) voltam a aparecer. Outra repetição é a referência ao blog de Leo Correa que postou uma análise semelhante a esta que o exercício do curso de Jornalismo 2.0 se propõe.

Clusty
Foi um dos menos eficientes na busca. Repetiu os seguintes resultados: Lixo tipo especial (que apareceu no Google); Itaoca Pousada Camping (Yahoo! e Altavista). Trouxe outras opções que tinham pouca ou nenhuma informação. É o caso do blog Sandino que apenas traz o termo "cura do stress" em sua descrição e o Odir - diretório de sites que mostrou uma lista com resultados de busca. Porém, é o Clusty que traz o primeiro resultado referindo-se exatamente ao exercício de uma turma anterior de Jornalismo 2.0. Ele se refere ao Pod Bean, mas traz o link para o post de uma ex-aluna relatando a atividade e as dificuldades.

MSN
O primeiro, segundo e quarto resultados são referências blogs criado para o curso de Jornalismo 2.0 (Luiz Valério Weblog, Bonilha e Modernidade Líquida, respectivamente). Ele também repete a Pousada Itaoca (do Yahoo!, Altavista e Clusty), mas traz um resultado totalmente diferente e único. Trata-se do site Instituto Qualidade de Vida com um artigo médico sobre o stress.

Ask.com
O primeiro resultado é uma animação do YouTube sem nenhuma relação com "cura do stress". Os blogs Palávoras, Leo Correa e Pópulo se repetem no 2º, 3º e 5º resultados. Ele também remete a um site que não foi possível de acessar cujo link é http://kijko.net/1098/

DogPile
Com certeza é o pior site para quem não tem conhecimento de inglês. Por outro lado, é o que apresenta mais artigos médicos sobre o tema. Ele ainda traz como coincidência a animação do YouTube no quarto resultado.

Avaliação do sistema RSS

O uso do RSS se mostrou um recurso bastante prático para o trabalho como jornalista. Escolhi o Feedreader após uma pesquisa no Google – que infelizmente revela centenas de opções -, bem como nos sites Superdownloads e Baixaki – que não oferecem uma quantidade menos limitada de sugestões. A decisão partiu através de um link do Google para uma matéria no portal Terra que sugeria o software como um dos mais simples na lista apontada. A instalação pôde ser considerada fácil já que o arquivo é muito leve e baixa rápido. O processo, a partir daí, é apenas um seqüência de cliques na tecla “Avançar”.

Porém, a maior dificuldade nos três dias foi, e ainda é, configurar o programa. Acredito que ainda não consegui me familiarizar com a interface e os recursos disponíveis. O primeiro site escolhido foi o portal do Ministério do Trabalho e Emprego por se tratar de um endereço que visito muito em virtude do trabalho na editoria de Economia. Acabei me empolgando e incluí outros sites que visito diariamente. Porém, de início, chegavam muitas atualizações, a cada minuto. Isso só foi resolvido depois que descobri que posso escolher de quanto em quanto tempo quero receber as notícias. Só no último dia de uso comecei a perceber o que seriam os “feeds” e como eles poderiam ajudar a direcionar melhor o que quero receber e em quais assuntos, filtrando mais as minhas escolhas.

Apesar das dificuldades para aprender a manuseá-lo, o sistema RSS com certeza será útil para agilizar o trabalho e ajudar a alertar sobre novos assuntos.

segunda-feira, 15 de setembro de 2008

Web 2.0 – mais poder para o usuário

Web 2.0. O termo – utilizado para designar uma nova forma de internet baseada na simplicidade e no conteúdo – é tão cheio de significados para seus criadores quanto para os seus críticos. Polêmicas à parte, a nova geração da rede mundial se opõe à Web 1.0 e marca um período de revoluções. A expressão foi criada pelo presidente da Reilly Media, Tim O’Reilly, para descrever uma nova web que passa a ser uma plataforma, deixando de ser somente uma rede; onde os usuários são os controladores dos seus próprios dados; o conteúdo colaborativo e a inteligência coletiva são valorizados; e as programações são cada vez mais simples.

Os que criticam o conceito dizem que ele foi criado como algo para torná-la mais lucrativa. Para eles, o que sempre existiu foi a web, pura e simples. As revoluções seriam fatores naturais da evolução tecnológica. Os detractores explicam que a idéia de uma nova web daria a impressão de que existiu algo antes que não era web.

Para entender melhor o funcionamento da "nova versão" da Web é preciso compreender o funcionamento do 1.0. Por isso, os especialistas seguem para exemplos práticos de comparar recursos existentes em uma e na outra. Um dos mais simples é a Enciclopédia Brittanica Online, sistema característico da Web 1.0 e que é considerado uma publicação de referência mundial com textos confiáveis. Na 2.0., temos a Wikipédia definida como enciclopédia livre e onde o conteúdo é editado e atualizado pela contribuição dos próprios usuários.
De maneira resumida, a "velha web" pode ser caracterizada como estática, proprietária de seus softwares e termos, institucional (porque valoriza as informações vindas de órgãos e empresas) e um canal, onde os computadores apenas se comunicavam entre si. Por outro lado, a internet da "nova geração" é dinâmica, trabalha com softwares abertos e de simples programação, funciona como uma rede social (porque procura valorizar as informações compartilhadas em grupo pelos usuários) e é uma plataforma.

Mas a grande atração da nova internet é justamente a possibilidade que os internautas têm (e que cresce cada vez mais) de interagir com os conteúdos, organizar seus dados e deixar tudo com a "sua cara". "A grande vantagem da Web 2.0 é justamente essa: mais poder para o usuário. Ele agora é peça-chave na geração de conteúdo, pode remixar o conteúdo gerado por outros usuários, pode classificar informações como quiser, pode interagir com interfaces mais inteligentes e etc", afirma o editor do blog Usabilidoido, Frederick van Amastel em entrevista à Revista Webdesign.

Com as mudanças, os usuários deixam também de lado a visão de taxonomia da Web 1.0. Nela, as informações são armazenadas em categorias e subcategorias, como as pastas de arquivos de um computador. Porém, neste formato a busca por dados e sua ligação com outros assuntos se torna mais difícil. Na Web 2.0, surge o conceito de "folksonomia" onde as tags representam várias formas de descrever um mesmo assunto, facilitando a identificação das informações porque expressa várias relações que podem existir para explicá-la.